sábado, 20 de agosto de 2011

Eles Vivem

Palestra número 549 exibida em 29/10/1977.

Para a nossa palestra de hoje, temos uma página de Emmanuel, recebida por Francisco Candido Xavier e que se intitula: “Eles vivem”.

Quem já não experimentou grande sofrimento pela partida de um ente amado, de um pedaço de nossas vidas, de um retalho de nossos corações?

Nesses momentos cruciantes, diante daqueles que se vão, e que nos precederam na Grande Mudança, não nos deixemos dominar pelo desespero, porque eles não morreram, continuam vivos num mundo diferente e aguardando a nossa chegada futura.

Assim, eles se associam às nossas aflições, as nossas lágrimas sem consolo, inquietando-se com a nossa angústia e quantas vezes, aflitos pela nossa rebeldia à vontade do Senhor.

Eles sabem quanto nos doe a separação, veem o nosso pranto, lembram-se das mãos que se apertam em desespero e ouvem o que com amargura, pronunciamos no auge do sofrimento.

E, como continuam vivos, jamais ficam indiferentes aos nossos passos, à nossa dor. Percebem quanto nos custa a readaptação ao mundo sem a sua presença e assim se tornam verdadeiros cireneus de uma ternura continua, amparando-nos no trabalho de renovação, procurando enxugar nossas lágrimas e nos consolar quando em vão, buscamos abraça-los.

Pensemos neles com saudades transformadas em preces, pois estas são como acordes de esperanças, despertando-os para visões mais elevadas da vida.

Procuremos executar por eles, tarefas que eles desejaríamos que eles as fizessem e eles estarão ao nosso lado como anjos tutelares de nossos dias.

Se para muitos esses entes queridos constituem nosso refúgio e inspiração às nossas atividades terrenas, para outros deles, nós somos o apoio e o incentivo levando-os a buscar uma Vida Maior.

Ouçamos as palavras de Emmanuel:

“Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração. Eles não morreram. Estão vivos. (...)

Eles sabem igualmente quanto dói a separação.

Pensa neles com a saudade convertida em oração.”

Como acabamos de ouvir caros telespectadores, quando nosso coração desejar ir em busca desses entes queridos, domiciliados no mais além, não os procuremos na terra, onde restam as relíquias de suas experiências materiais, busquemo-los sim, nos céus, onde há mundos incontáveis, que nos falam de uma união sem adeus, e escutaremos baixinho, junto ao coração a voz amada a dizer-nos: Não caminhamos na direção da noite, mas sim da luz, de um novo despertar.

Você que me ouve agora, que já não tem lágrimas para chorar pela partida desse pedaço da sua vida, acalme-se, ele continua vivo, apenas num plano diferente, a lhe esperar quando você daqui partir.

Por que tanto desespero se eles apenas lhe precedem na Grande Mudança?

Por que tanta amargura, se ele lhe espera cheio da mais pura ternura, do mais vivo carinho?

Converta a sua saudade em preces que são acordes de esperança a despertá-lo na sua nova vida.

Caros telespectadores, pelo Cristo Jesus, eles não morreram, eles estão vivos à nossa espera.

sábado, 13 de agosto de 2011

Sementeiras e Ceifas

Palestra numero 151 exibida em 03/01/1970

Para a nossa palestra de hoje, temos uma página de Emmanuel, recebida por Francisco C. Xavier e que se intitula: “Sementeiras e Ceifas”.

“Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção”, são palavras de Paulo aos Gálatas.

Semear e ceifar! Duas etapas diferentes buscando a mesma finalidade: a fartura,a abundância, a prosperidade, se nos doarmos integralmente a um labor constante ou à decadência, ao atraso, à miséria se formos ociosos, inativos, negligentes, cultivando a erva daninha da imprevidência.

De acordo com a semeadura que realizamos na terra dadivosa e boa, ou na carne passageira e fugaz, ou ainda no espírito eterno e imortal, teremos uma colheita conforme as sementes ai lançadas,daí a necessidade imprescindível de selecionarmos essas sementes, para que não sejamos obrigados a colher frutos amargos de uma semeadura irrefletida, impensada e condenável.

Mas, quantas criaturas há na vida que perdem a oportunidade maravilhosa de semear ou às vezes semeiam na carne de onde apenas ceifarão corrupção, esquecendo-se de semear no espírito, essa centelha divina que há em cada um de nós e que, uma vez iluminado, encontra-se com o Cristo aproximando-se de Deus.

Mas ouçamos as palavras de Emmanuel:

“Plantaremos todos os dias; É da lei. (...)

É necessário reconhecer porém que diariamente colheremos ...

Até hoje decorridos mais de dezenove séculos sobre o cristianismo, apenas alguns discípulos, de quando em quando compreendem a necessidade da sementeira da luz espiritual em si mesmos, diferente de quantas se conhecem no mundo e avançam a caminho do Mestre dos mestres.

Se desejas, pois, meu amigo, plantar na sementeira divina, foge ao velho sistema de semeaduras na corrupção e ceifas na decadência.

Cultiva o bem para a vida eterna.

Repara as multidões encarnadas no antigo processo de se levantarem para o erro e caírem para a corrigenda e segue rumo ao Senhor organizando as próprias aquisições de dons imortais. “

Como acabamos de ouvir caros telespectadores não nos devemos deixar envolver por indignas complicações materiais que se refletirão, inexoravelmente, no nosso espírito através de uma ceifa sombria, amarga e dolorosa pois se a semeadura é livre a colheita é obrigatória.

Por que plantar ódios, que geram ódios e até guerras? Por que procurar como se diz vulgarmente, lavar a honra, derramando o sangue alheio? Por que corrigir injustiças chegando ao crime? Por que buscar prazeres fáceis que exigirão retificações futuras? Por que plantar a discórdia gerando desagregações, sofrimentos e desesperos?

Você que me ouve agora, por que vem apenas semeando na sua carne, sem pensar que semeando no espírito você adquiriria dons imortais, eternos e imperecíveis?

Por que tanta vaidade, esse joio daninho que sufoca suas virtudes, que ai estão em estado latente, e que se fossem cultivadas floreciam em searas abençoadas da compreensão, do amor e da fraternidade?

Por que tanto orgulho? Todos esses dons terrenos que você possui e que tanto lhe envaidecem são apenas emprestados e pelo mal emprego que você lhes dá ainda povoam a ação perniciosa da inveja em irmãozinhos menos evoluídos, pouco iluminados.

Porque tanta prepotência? Para conseguir esse posto de comando, lembre-se, você utilizou a intriga, a discórdia, a deslealdade, e assim, separando, desunindo, desagregando você atingiu seu objetivo e agora humilha e persegue os elementos desse grupo incauto e desavisado.

Dê um balanço na sua consciência e calcule a ceifa nefasta que o aguarda pois, todas essas sementes maléficas germinarão, produzindo frutos amargos que você terá que colher.

Caros telespectadores procuremos adquirir bens imortais, para que a nossa ceifa seja abençoada pelo Cristo e nosso Pai Amado.

sábado, 30 de julho de 2011

Guardemos nossa saúde mental

Palestra número 509 exibida em 15/1/1977.

Para a nossa palestra de hoje temos uma página de Emmanuel, recebida pelo médium Francisco C. Xavier e que se intitula: “Guardemos saúde mental”.
“Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da Terra. “ Paulo
Desde os primeiros tempos do cristianismo já se sabia da necessidade de uma mente sã, iluminada, repleta de aspirações superiores, que assim proporcionava uma renovação íntima, eficiente e substancial.
Os pontos de vista dos pensadores hodiernos, pelos seus trabalhos, revelam-nos raízes no cristianismo primitivo.
Sabemos pelos fenômenos mediúnicos que , pela morte, nem todos recebem e desfrutam as delícias celestiais, concedidas de acordo com o merecimento de cada um, pois ao atravessarmos as fronteiras da eternidade levamos a bagagem que juntamos durante nossa travessia terrena, ou seja, virtudes ou defeitos, ideais ou vícios a que nos entregamos durante a vida.
Analisemos alguns casos: Aquele que num momento de desajuste cometeu um crime durante a vida, prende-se aos próprios delitos, quando não se algema aos parceiros de faltas idênticas.
O avarento continua, além do túmulo, agarrado aos bens que juntou com usura e sofre quando os outros o dilapidam, sentindo-se impotente para impedir o esbanjamento de suas riquezas.
O vaidoso conserva-se preso aos títulos transitórios que conquistou.
O alcoólatra procura satisfazer seu vício num irmão menos avisado, sem força de vontade e sofre quem irradia sua influência nefasta e destrutiva.
Isso acontece a todos aqueles que se deixam dominar pelo “Eu” egoísta, vaidoso e prepotente e é necessário muito tempo para que sejam esclarecidos e se libertem das teias da ilusão que lhe envolvem a personalidade.
O pensamento é energia irradiante e tanto podemos espalhá-la pela Terra e com ela nos prendermos, como podemos dirigi-la para o alto ligando-nos e conquistando a espiritualidade superior.
Mas ouçamos as palavras de Emmanuel:
“O Cristianismo primitivo não desconhecia a necessidade da mente sã e iluminada de aspirações superiores, na vida daqueles que abraçam no Evangelho a renovação substancial.
Nosso espírito residirá onde projetarmos nossos pensamentos, alicerces vivos do bem e do mal. Por isto mesmo, dizia Paulo, sabiamente: – “Pensai nas coisas que são de cima”.
Como acabamos de ouvir caros telespectadores, onde projetarmos nosso pensamento ai o espírito fará morada, construindo alicerces vivos do bem ou do mal.
Você que me ouve agora que alega viver atribulado sem paz íntima, sem saúde, sem conseguir nada o que deseja na vida, por que não procura descobrir as causas desse desajuste que lhe faz tão infeliz?
Por acaso você cuida da sua saúde mental? Vejamos suas atitudes:
Você se mantém de contínuo cheio de cólera, sem refletir que num desses momentos você poderá cometer um desatino?
Você guarda com usura tudo o que tem, sabe apenas juntar, nunca distribuir e beneficiar alguém.
Você tem vaidade da posição que ocupa e orgulho dos títulos conquistados, esquecendo-se que tudo isso é efêmero e transitório?
Aí estão as causas de sua infelicidade, procure ter uma mente sã (para ter um corpo são) , não se deixe dominar pelo seu eu inferior, egoísta e prepotente. Não se prenda só às coisas terrenas, pense nas coisas de cima como Paulo, o apóstolo, aconselha.
Caros telespectadores pelo Cristo Jesus, para nosso próprio bem, guardemos nossa saúde mental.

domingo, 17 de julho de 2011

Oração Nossa

Palestra número 246 exibida em 23/07/1983

Para a nossa palestra de hoje, temos uma página de Emmanuel, recebida por Francisco Candido Xavier e que se intitula: “ORAÇÃO NOSSA’.

A prece é um fio de luz que nos liga à fonte de eterno bem. Quando levantamos o pensamento a Deus é uma antena abençoada que busca nos espaços infinitos a transmissora do amor, da consolação e da esperança.

Nos momentos de angustias e incertezas, a oração é o farol que nos orienta, afastando-nos dos arrecifes traiçoeiros do mar da vida.

Devemos orar de contínuo, numa vigilância cautelosa, mas nunca devemos esquecer o trabalho que dignifica a criatura humana.

Na nossa prece peçamos ao Pai que nos ensine a servir, sem impor condições e sem perguntar até quando, servindo sem olhar a quem.

Peçamos também que ele nos oriente, para não magoamos nossos semelhantes, seja quem quer que seja.

Oremos ainda para progredirmos sem nunca perdermos a simplicidade, fugindo da vaidade e da ostentação.

Oremos também para podermos semear o bem, por amor ao bem.

Nas nossas preces peçamos para desculpar sem condições, perdoando incondicionalmente.

Caminhemos para frente, sem desfalecer ante os obstáculos que surgirem, procurando ver sem malícia, ouvindo assuntos sem deturpá-los, falar sem ferir, sementar sem magoar.

Compreendamos o nosso próximo, sem exigir entendimentos, respeitando os semelhantes, sem pedir considerações, dando de nós , além do dever o melhor que possuímos, jamais cobrando taxa de reconhecimento.

Fortalece-nos , Senhor, a paciência para com os que se encontram em densas trevas, em duras dificuldades, para que igualmente encontremos paciência dos outros ante as nossas dificuldades.

Peçamos ao Pai que sejamos capazes de não fazer aos outros aquilo que não desejamos que nos façam.

Auxilia-nos também Senhor, a plantar em nosso íntimo o reconhecimento de que a nossa felicidade consiste sobretudo, em cumprir os santos desígnios de Deus onde, como e quando for determinado pela suprema vontade agora e sempre.

Mas ouçamos as palavras de Emmanuel:

“Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo que não desejamos para nós. “

Como acabamos de ouvir, caros telespectadores, a oração é uma defesa natural para as nossas almas contra as intempéries da vida, e como manto de luz, tornando-nos imunes as vibrações do mal, ela nos traz a confiança e conforto nos momentos difíceis das provações amargas, ela é ainda a presença de Deus vivificando a centelha divina que há no íntimo de cada um de nós.

Você que me ouve agora, que anda desorientado, sem consolo, acalme-se, levante seu pensamento ao pai numa prece fervorosa, saída do seu coração despedaçado e Ele virá incontinenti em seu auxílio, diminuindo-lhe o sofrimento, secando suas lágrimas e lhe trazendo luz, dentro desse nevoeiro denso, que lhe envolve, privando da orientação espiritual necessária.

Ore, peça a esse Pai de infinita bondade e Ele lhe sustentará nessa parcela impiedosa, até que a bonança chegue trazendo-lhe as raízes da esperança para seu íntimo agora renovado.

Caros telespectadores, pelo Cristo Jesus, unamo-nos ao Pai pela prece, antena divina, captando luz a serviço de Deus aqui na terra.

sábado, 9 de julho de 2011

Semeia, Semeia...

Palestra número 518 exibida em 19/03/1977 pela TV Difusora.

Para a nossa palestra de hoje, temos uma página de Emmanuel, recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier e que se intitula: “Semeia, semeia...”.

Cada coração que encontramos pelos caminhos da vida são como pedaços de terra espiritual.

Muitos estão cobertos pelas pedras do preconceito, outros presos nos espinheiros da ilusão, levando tempos para se libertarem desses obstáculos perniciosos, no entanto são terras boas lançadas ao abandono.

E é aí que se instalam os parasitas da inércia, da inoperância, do erro, do vício, terras abandonadas, são terras órfãs ode se desenvolvem ervas daninhas.

Solos desprezados, onde criaturas anseiam pelo adubo da fé, almas que sonham por uma parcela pequenina de esperança e de conforto, nesses solos que nos buscam fronteiriços, descobrimos, quantas vezes, a angústia de pais fatigados, o desencanto de companheiros tristes, que carregam sonhos transformados em cinzas, a revolta do filho que se desgasta irrefletidamente, ou ainda, a provação de irmãozinhos que sorriem chorando, para que não vejamos a angústia que lhes dilacera a alma e lhes retalha o coração.

Se já temos no íntimo o Excelso Semeador, procuremos semeiar esses solos abandonados, servindo-nos da caridade, esse sol que afasta todas as sombras, espalhando esperanças e conforto, empregando nossa palavra como benção de paz, utilizando as reservas de nossas bolsas, para que surjam as preces de alegria, empregando o nosso braço forte para levantar os caídos, fazendo com que os nossos dedos recomponham nos corações alheios as cordas partidas pelos sofrimentos, afinando-as ainda, ao som da fraternidade, repartindo com os nus, as roupas que nos sobram, usando as nossas mãos na tarefa maravilhosa do socorro, enfim, construindo pelos caminhos o bem para quem passa e o bem para os que virão.

Não nos deixemos dominar pelas trevas, plantemos a verdade, a luz, o amor a esperança e a alegria de viver. Mas ouçamos as palavras de Emmanuel:

Não te detenhas, pois, no vazio das trevas!...

Planta a verdade e a Luz, o júbilo e a bondade.

Se percebes a voz do Excelso Semeador, escuta-lo-ás, a cada passo, rente aos próprios ouvidos, a dizer-te confiante:

- Trabalha, enquanto é tempo e semeia, semeia!

Como acabamos de ouvir caros telespectadores, se já percebemos a voz do Semeador Divino, com certeza ouviremos essas palavras: “Trabalha, enquanto é tempo, semeia, semeia o bem “.

Você que me ouve agora, o que vem plantando no seu coração, pedaço de terra espiritual?

Será que você o conserva abandonado, permitindo que ai medrem ervas daninhas como a inércia, o egoísmo, a prepotência e tantas outras altamente perniciosas, em vez de nela semear sementes positivas, para que esse trato de terra espiritual apresente-se dourada pelo sol do amor, da compreensão e da fraternidade.

Trabalhe enquanto é tempo, afastando as pedras do preconceito, libertando-se do espinheiro das ilusões e fazendo o bem para os que passam pela estrada e também para os que hão de vir.

Caros telespectadores pelo Cristo Jesus, semeemos o bem enquanto é tempo.

sábado, 2 de julho de 2011

Se procuras o melhor

Palestra número 501 exibida em 20/11/1976 pela TV Difusora.

Para a nossa palestra de hoje, temos uma página de Emmanuel, recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier e que se intitula: “Se Procuras o melhor”.

“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” São palavras de Tiago.

Na vida, todos nós procuramos sempre o melhor, mas para atingirmos esse objetivo é imprescindível que tenhamos paciência, pois esta é a base de todas as boas obras.

Assim, se acalentarmos um ideal, só o atingiremos se tivermos a necessária paciência para realiza-lo.

Se desejarmos ardentemente cumprir uma missão, jamais alcançaremos essa meta se não tivermos a paciência de enfrentar e vencer os obstáculos e desafios encontrados nessa caminhada difícil e espinhosa.

Se levantarmos uma benéfica e edificante instituição, jamais ela atingirá suas nobres finalidades se não a sustentarmos com paciência aliada à renúncia e abnegação.

Se desejarmos conseguir a felicidade no lar, necessitamos cultivá-la com paciência para que ela possa germinar, crescer, florir e frutificar com frutos sazonados do amor, da compreensão e da ternura.

Se desejarmos um futuro brilhante para um filho, esse pedaço de nossas vidas, necessitamos antes de tudo, educa-lo com com paciência, corrigindo com firmeza suas falhas e imperfeições, lapidando com amor e carinho as arestas ásperas desse caráter em formação, afim de que ele se transforme no ser humano que nosso coração sonha e deseja.

Se aspirarmos seguir uma profissão, é necessária a paciência para que possamos realizá-la, alcançando assim a concretização de nossos sonhos, dos nossos ideais.

Sem paciência, todos os nossos projetos e aspirações jamais serão realizados pois a pressa é inimiga da perfeição e assim quando falta a paciência restam-nos apenas a frustação, a derrota e o fracasso.

Mas ouçamos as palavras de Emmanuel :

"A paciência vive na base de todas as boas obras.

Acalentarás sublime ideal; contudo, se não tens paciência de realizá-lo...

(...)

Sem paciência, os mais altos projetos resultam em frustração.

Observa o pomicultor que deseja fruto na árvore.

Primeiro, a paciência de preparar a, gleba. Em seguida, a paciência de plantar, de cultiv ar, de defender, de auxiliar e de esperar a colheita madura.

O tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer.

Se procuras o melhor, não desprezes a paciência de trabalhar para que o melhor te encontre e ilumine.

Em todo caminho, sem paciência perfeita, não há possibilidade de perfeição."

Como acabamos de ouvir caros telespectadores, sejamos pacientes se quisermos ser vitoriosos, porque o tempo não respeita as edificações que ele não ajuda a fazer.

Você que me ouve agora, que deseja alcançar a felicidade de seu lar, então seja paciente ante os fatos que se desenrolam.

Como você poderá atingir a vitória se você se desespera ante o primeiro obstáculo surgido?

Como conseguir de imediato a regeneração de alguém, que há muito é desajustado e leviano?

Se você procura a felicidade de seu lar é necessário revestir-se de uma paciência completa pois sem esta não há possibilidade de êxito, nesses casos a receita é uma só: paciência perfeita aliada a muito amor, compreensão e renúncia.

Caros telespectadores pelo Cristo Jesus procuremos o melhor para que o melhor nos encontre e nos ilumine.

sábado, 25 de junho de 2011

No ato de julgar

Palestra número 1084, exibida em 03/09/1988

Para a nossa palestra de hoje, temos uma página de Emmanuel, recebida por Francisco C.Xavier e que se intitula “No ato de julgar”.

Julgar, tornando-nos juízes de outros, não é tarefa simples, pois pela nossa imperfeição, nem sempre agimos com espírito de justiça, daí ser muito certo que enxergamos o argueiro no olho do nosso irmão e não vemos a trave no nosso.

Por isso, jamais devemos prescindir do amor que devemos dar a todas as coisas e a todas as criaturas, para que nunca nos falte a luz do entendimento.

Quando analisarmos os desequilíbrios do mundo, lembremo-nos da infinita bondade, que sustenta a terra na sua órbita ao lado de outros astros, assegurando-lhes a sua trajetória e, diante dessa grandeza, verificamos que toda desarmonia é superficial e aparente.

Quando observarmos os conflitos da humanidade lembremo-nos daqueles que abriram o caminho iluminado do progresso para os nossos próprios passos, e juntando as lágrimas anônimas, aperfeiçoemos sem queixas, sem reclamações, com o nosso próprio trabalho procuremos abrir a estrada para aqueles que nos sucederão no futuro.

Quando comentarmos as faltas e os erros de alguém, meditemos nos sonhos e nas esperanças superiores, que, com certeza, envolveram esses corações e então compreenderemos que, se em iguais circunstâncias, talvez também não tivéssemos um comportamento idêntico se nos surgisse uma oportunidade semelhante.

Diante daqueles que são classificados pelos Tribunais como delinquentes, lembremo-nos das aspirações e dos ideais de tantas mães que os acariciavam no berço e uma compaixão imensa inundará nossa alma ensinando-nos a ajudar em vez de ferir e condenar.

Imenso e difícil é o caminho da evolução.

Compadecermo-nos de todos aqueles que caem e voltam à estação inicial, recomeçando o caminho com os pés sangrando, mas com o desejo firme de reabilitar-se.

Mas, além de nossa piedade, ofereçamos braços amigos, diligentes visando sua recuperação, porque, amanhã, quem sabe, não será o nosso dia de desencantos, desilusões, quando, então, necessitamos de mãos fraternas que nos ajudem, refazendo nossas energias, recompondo nossos membros desajustados.

Mas, ouçamos as palavras de Emanuel:

“não condenes nem amaldiçoes, em circunstância alguma, porque o Cristo de Deus ainda não desesperou de nossas fraquezas e hoje tanto quanto ontem procura com amor e paciência libertarmos a visão da trave do egoísmo e da crueldade da indiferença e da ignorância, para que com Ele venhamos a cooperar na sustentação da segurança e da paz. “

Como acabamos de ouvir caros telespectadores, jamais condenemos ou amaldiçoemos alguém em quaisquer circunstâncias pois o Cristo de Deus ainda não perdeu a paciência diante de nossas fraquezas e ainda hoje como ontem ele tenta com a mor e paciência libertar-nos a visão da trave do egoísmo, da intolerância, da crueldade, da indiferença e da ignorância para com Ele venhamos a cooperar na satisfação da paz e da segurança.

Você que me ouve agora, não julgue para não ser julgado, mas se o fizer jamais esqueça do amor e da compreensão ao criticar as fraquezas de seus semelhantes.

Lembre-se de que, muitas vezes a sua severidade ante os erros do próximo, deveria ser maior se você olhasse os seus.

Além disso, você não sabe as voltas que dá o mundo, pois os que palmilham as estradas da vida são passíveis de falhas dadas as suas imperfeições.

No seu ato de julgar seja sempre clemente para aquele que ainda não possui a força necessária para evitar o ataque das sombras.

Caros telespectadores, pelo Cristo Jesus, não julguemos para não sermos julgados.

sábado, 18 de junho de 2011

Que Pedes?

Palestra número 90 exibida em 19/10/1968 pela TV Difusora.

Para a nossa palestra de hoje temos uma página de Emmanuel, recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier e que se intitula: “Que Pedes?”.

“Louco, esta noite te pedirão a tua alma”, são palavras de Jesus. Vida! Preciosa oportunidade de evolução espiritual, que nos é concedida pela misericórdia do Pai.

E é dentro dessa vida, abençoada concessão divina, que levamos de contínuo ao Senhor, pedidos nem sempre justos, nem sempre honestos, reflexos de almas que se prendem à posse efêmera das coisas mutáveis.

Realmente, que pedimos à vida, esse tesouro valioso que nos foi outorgado? Pedimos amor? Compreensão? Fraternidade? Pedimos virtudes que poderiam adornar nossa alma? Não, pelo nosso atraso espiritual, pela nossa pequena evolução íntima, pedimos, apenas, coisas materiais, transitórias, passageiras, que só a nossa deficiente visão interior pode discernir, enxergar. Absorvidos pelas coisas terrenas, rasteiras, esquecemo-nos de levantar os olhos para o Alto, paragens do eterno Bem, onde há luz em profusão, amor e harmonia infinitos, paz e doçuras sem par, riquezas imperecíveis, que poderíamos pedir para iluminar o nosso íntimo, enriquecendo-nos com laivos de amor divino, tornando nossa vida numa jóia rara para entregá-la ao Pai, quando de volta à morada do bem, à casa da Graça.

Mas ouçamos as palavras de Emmanuel:

Que pedes à vida ?

Os ambiciosos reclamam reservas de milhões.

Os egoístas exigem todas as satisfações para si somente.

(...)

Os impacientes solicitam realizações sem bases.

Os insaciáveis pedem todos os bens, olvidando as necessidades dos outros.

Essencialmente considerando, porém, tudo isso é verdadeira loucura, tudo fantasia do coração que se atirou exclusivamente à posse efêmera das cousas mutáveis.! Vigia, pois, cuidadosamente, o plano dos teus desejos.

Que pedes à vida ?

Não esqueças de que, talvez esta noite, pedirá o Senhor a tua alma.”

Como acabamos de ouvir, caros telespectadores, criaturas há que não avaliam o tempo precioso desse estágio terreno, período vital que poderá ser cortado a qualquer instante, momento dramático para aqueles que só viveram para o enriquecimento da matéria esquecendo-se do enriquecimento da alma eterna e imortal. Quanto desperdício, quanto tempo precioso esbanjado, criminosamente, sem um desejo honesto, sem um ato bom, sem uma atitude digna. Arrependimentos tardios não preenchem o vaso imenso de uma vida mal vivida. Vida que deveria ser uma sequência de luz, uma concatenação de bençãos, uma sucessão de graças.

Você que me ouve agora, não peça à vida apenas bens da matéria insaciável, insatisfeita, pedidos incoerentes, egoístas, desumanos.

Examinemo-los.

Você pede sucessivamente ouro e mais ouro, apesar dos milhões fossilizados que abarrotam suas arcas. Será que sua ambição nunca se satisfaz?

Você pede prosperidade de contínuo, mas ocioso como é, não se esforça para adquiri-la, reclama e espera, apenas, do trabalho exaustivo de terceiros.

Você pede louvores à sua pessoa, satisfazendo sua vaidade doentia, mas nunca julgou o mérito dessas considerações.

Você pede e reclama direitos que lhe são devidos, mas nunca se lembra dos deveres que acompanham esses direitos.

Você pede tudo para si, jamais se lembrando das necessidades de irmão menos afortunados.

Quanta loucura, quanta ambição! Que responderá ao Senhor ao ouvir essa interpelação: “Que fez você da vida?”

Caros telespectadores pelo Cristo Jesus, vigiemos os nossos desejos, lembrando-nos que a qualquer momento o Senhor poderá pedir nossa alma e nós devemos estar preparados para apresentá-la banhada de luz, coberta de graças e repleta de amor.

sábado, 11 de junho de 2011

Dinheiro e Amor

Palestra número 3 exibida em 11/2/1967 na TV Difusora

Para o nosso “Minuto” de hoje, temos a belíssima página ditada pelo espírito de Meimei e recebida pelo maravilhoso médium Francisco Cândido Xavier e que se intitula “Dinheiro e Amor”.

Dinheiro e amor – Quão diferentes em princípio e quão semelhantes, quando buscam o mesmo objetivo: o bem.

Não é só dinheiro que faz o bem, é também o amor. Mas o dinheiro quando ampara, socorre, auxilia, transforma-se numa fonte luminosa benfazeja, a serviço do Senhor.

Ouçamos a palavra de Meimei:

Dinheiro e amor

Diante do bem, não pronuncies a palavra impossível.

Certamente, sofres a dificuldade dos que herdaram a luta por preço das menores aquisições. Ainda assim, lembra-te que a virtude não reside no cofre.

Em que lugar surpreenderias frágil cobertor tecido de apólice, para agasalhar a criança largada ao colo da noite?

Entretanto se o amor te faz lume no pensamento, arrebataras à imundície a derradeira sobra da mesa, convertendo-a no caldo reconfortante para o enfermo esquecido e farás do pano pobre o abrigo providencial, em favor de quem passa, relegado à intempérie.

( ... )

Respeita a moeda capaz de fazer o caminho das boas obras mas não esperes pelo dinheiro, a fim de ajudar.

Hoje mesmo, em casa, alguém de pede entendimento e caridade e, além do reduto doméstico, legiões de pessoas aguardam-te os gestos de fraternidade e compreensão.

( ... )

Para transmitir-nos semelhante verdade, Jesus a sós, sem finança terrestre, usou as margens de um lago simples, ofertou simpatia aos que lhe buscavam a convivência, confortou os enfermos da estrada, falou do reino de Deus a alguns pescadores de vida singela e transformou o mundo inteiro, revelando-nos assim, que a caridade tem o tamanho do coração.

Como acabamos de ouvir, caros telespectadores, nem só de ouro vive o homem mas quando o dinheiro e amor se completam, se conjugam, se harmonizam, realizam-se milagres no campo do infortúnio, desespero e sofrimento.

Você, que me ouve, já experimentou transformar dinheiro em amor através de agasalhos para cobrir o corpinho de um recém nascido desamparado?

Você que me escuta já experimentou transformar dinheiro em amor, através de alimentos que matem a fome de criancinhas tristes, num lar de uma viúva necessitada?

Você que me vê nesse momento já experimentou transformar dinheiro em amor, através de um lençol para aquecer um filhinho anêmico, friorento, mal agasalhado, numa casinha onde vento e chuva entram impiedosamente?

E quantos dos que me ouvem aborrotados de moedas, tão ricos no mundo dos homens e tão pobres no mundo de Deus, já experimentaram realizar essa transformação divina – dinheiro em amor?

Experimentem e verão que mundo de paz e de íntima felicidade se tem quando se faz o bem por amor ao Bem sem olhar a quem.

E você, que nada tem de seu para dar a alguém não desespere, dê inteirinho seu coração cheio de caridade, esse amor divino, e continue trabalhando para o Cristo.

A partir de 11 de junho de 2011 serão publicadas novas postagens todo sábado.