sábado, 20 de agosto de 2011

Eles Vivem

Palestra número 549 exibida em 29/10/1977.

Para a nossa palestra de hoje, temos uma página de Emmanuel, recebida por Francisco Candido Xavier e que se intitula: “Eles vivem”.

Quem já não experimentou grande sofrimento pela partida de um ente amado, de um pedaço de nossas vidas, de um retalho de nossos corações?

Nesses momentos cruciantes, diante daqueles que se vão, e que nos precederam na Grande Mudança, não nos deixemos dominar pelo desespero, porque eles não morreram, continuam vivos num mundo diferente e aguardando a nossa chegada futura.

Assim, eles se associam às nossas aflições, as nossas lágrimas sem consolo, inquietando-se com a nossa angústia e quantas vezes, aflitos pela nossa rebeldia à vontade do Senhor.

Eles sabem quanto nos doe a separação, veem o nosso pranto, lembram-se das mãos que se apertam em desespero e ouvem o que com amargura, pronunciamos no auge do sofrimento.

E, como continuam vivos, jamais ficam indiferentes aos nossos passos, à nossa dor. Percebem quanto nos custa a readaptação ao mundo sem a sua presença e assim se tornam verdadeiros cireneus de uma ternura continua, amparando-nos no trabalho de renovação, procurando enxugar nossas lágrimas e nos consolar quando em vão, buscamos abraça-los.

Pensemos neles com saudades transformadas em preces, pois estas são como acordes de esperanças, despertando-os para visões mais elevadas da vida.

Procuremos executar por eles, tarefas que eles desejaríamos que eles as fizessem e eles estarão ao nosso lado como anjos tutelares de nossos dias.

Se para muitos esses entes queridos constituem nosso refúgio e inspiração às nossas atividades terrenas, para outros deles, nós somos o apoio e o incentivo levando-os a buscar uma Vida Maior.

Ouçamos as palavras de Emmanuel:

“Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração. Eles não morreram. Estão vivos. (...)

Eles sabem igualmente quanto dói a separação.

Pensa neles com a saudade convertida em oração.”

Como acabamos de ouvir caros telespectadores, quando nosso coração desejar ir em busca desses entes queridos, domiciliados no mais além, não os procuremos na terra, onde restam as relíquias de suas experiências materiais, busquemo-los sim, nos céus, onde há mundos incontáveis, que nos falam de uma união sem adeus, e escutaremos baixinho, junto ao coração a voz amada a dizer-nos: Não caminhamos na direção da noite, mas sim da luz, de um novo despertar.

Você que me ouve agora, que já não tem lágrimas para chorar pela partida desse pedaço da sua vida, acalme-se, ele continua vivo, apenas num plano diferente, a lhe esperar quando você daqui partir.

Por que tanto desespero se eles apenas lhe precedem na Grande Mudança?

Por que tanta amargura, se ele lhe espera cheio da mais pura ternura, do mais vivo carinho?

Converta a sua saudade em preces que são acordes de esperança a despertá-lo na sua nova vida.

Caros telespectadores, pelo Cristo Jesus, eles não morreram, eles estão vivos à nossa espera.

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