sábado, 25 de junho de 2011

No ato de julgar

Palestra número 1084, exibida em 03/09/1988

Para a nossa palestra de hoje, temos uma página de Emmanuel, recebida por Francisco C.Xavier e que se intitula “No ato de julgar”.

Julgar, tornando-nos juízes de outros, não é tarefa simples, pois pela nossa imperfeição, nem sempre agimos com espírito de justiça, daí ser muito certo que enxergamos o argueiro no olho do nosso irmão e não vemos a trave no nosso.

Por isso, jamais devemos prescindir do amor que devemos dar a todas as coisas e a todas as criaturas, para que nunca nos falte a luz do entendimento.

Quando analisarmos os desequilíbrios do mundo, lembremo-nos da infinita bondade, que sustenta a terra na sua órbita ao lado de outros astros, assegurando-lhes a sua trajetória e, diante dessa grandeza, verificamos que toda desarmonia é superficial e aparente.

Quando observarmos os conflitos da humanidade lembremo-nos daqueles que abriram o caminho iluminado do progresso para os nossos próprios passos, e juntando as lágrimas anônimas, aperfeiçoemos sem queixas, sem reclamações, com o nosso próprio trabalho procuremos abrir a estrada para aqueles que nos sucederão no futuro.

Quando comentarmos as faltas e os erros de alguém, meditemos nos sonhos e nas esperanças superiores, que, com certeza, envolveram esses corações e então compreenderemos que, se em iguais circunstâncias, talvez também não tivéssemos um comportamento idêntico se nos surgisse uma oportunidade semelhante.

Diante daqueles que são classificados pelos Tribunais como delinquentes, lembremo-nos das aspirações e dos ideais de tantas mães que os acariciavam no berço e uma compaixão imensa inundará nossa alma ensinando-nos a ajudar em vez de ferir e condenar.

Imenso e difícil é o caminho da evolução.

Compadecermo-nos de todos aqueles que caem e voltam à estação inicial, recomeçando o caminho com os pés sangrando, mas com o desejo firme de reabilitar-se.

Mas, além de nossa piedade, ofereçamos braços amigos, diligentes visando sua recuperação, porque, amanhã, quem sabe, não será o nosso dia de desencantos, desilusões, quando, então, necessitamos de mãos fraternas que nos ajudem, refazendo nossas energias, recompondo nossos membros desajustados.

Mas, ouçamos as palavras de Emanuel:

“não condenes nem amaldiçoes, em circunstância alguma, porque o Cristo de Deus ainda não desesperou de nossas fraquezas e hoje tanto quanto ontem procura com amor e paciência libertarmos a visão da trave do egoísmo e da crueldade da indiferença e da ignorância, para que com Ele venhamos a cooperar na sustentação da segurança e da paz. “

Como acabamos de ouvir caros telespectadores, jamais condenemos ou amaldiçoemos alguém em quaisquer circunstâncias pois o Cristo de Deus ainda não perdeu a paciência diante de nossas fraquezas e ainda hoje como ontem ele tenta com a mor e paciência libertar-nos a visão da trave do egoísmo, da intolerância, da crueldade, da indiferença e da ignorância para com Ele venhamos a cooperar na satisfação da paz e da segurança.

Você que me ouve agora, não julgue para não ser julgado, mas se o fizer jamais esqueça do amor e da compreensão ao criticar as fraquezas de seus semelhantes.

Lembre-se de que, muitas vezes a sua severidade ante os erros do próximo, deveria ser maior se você olhasse os seus.

Além disso, você não sabe as voltas que dá o mundo, pois os que palmilham as estradas da vida são passíveis de falhas dadas as suas imperfeições.

No seu ato de julgar seja sempre clemente para aquele que ainda não possui a força necessária para evitar o ataque das sombras.

Caros telespectadores, pelo Cristo Jesus, não julguemos para não sermos julgados.

sábado, 18 de junho de 2011

Que Pedes?

Palestra número 90 exibida em 19/10/1968 pela TV Difusora.

Para a nossa palestra de hoje temos uma página de Emmanuel, recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier e que se intitula: “Que Pedes?”.

“Louco, esta noite te pedirão a tua alma”, são palavras de Jesus. Vida! Preciosa oportunidade de evolução espiritual, que nos é concedida pela misericórdia do Pai.

E é dentro dessa vida, abençoada concessão divina, que levamos de contínuo ao Senhor, pedidos nem sempre justos, nem sempre honestos, reflexos de almas que se prendem à posse efêmera das coisas mutáveis.

Realmente, que pedimos à vida, esse tesouro valioso que nos foi outorgado? Pedimos amor? Compreensão? Fraternidade? Pedimos virtudes que poderiam adornar nossa alma? Não, pelo nosso atraso espiritual, pela nossa pequena evolução íntima, pedimos, apenas, coisas materiais, transitórias, passageiras, que só a nossa deficiente visão interior pode discernir, enxergar. Absorvidos pelas coisas terrenas, rasteiras, esquecemo-nos de levantar os olhos para o Alto, paragens do eterno Bem, onde há luz em profusão, amor e harmonia infinitos, paz e doçuras sem par, riquezas imperecíveis, que poderíamos pedir para iluminar o nosso íntimo, enriquecendo-nos com laivos de amor divino, tornando nossa vida numa jóia rara para entregá-la ao Pai, quando de volta à morada do bem, à casa da Graça.

Mas ouçamos as palavras de Emmanuel:

Que pedes à vida ?

Os ambiciosos reclamam reservas de milhões.

Os egoístas exigem todas as satisfações para si somente.

(...)

Os impacientes solicitam realizações sem bases.

Os insaciáveis pedem todos os bens, olvidando as necessidades dos outros.

Essencialmente considerando, porém, tudo isso é verdadeira loucura, tudo fantasia do coração que se atirou exclusivamente à posse efêmera das cousas mutáveis.! Vigia, pois, cuidadosamente, o plano dos teus desejos.

Que pedes à vida ?

Não esqueças de que, talvez esta noite, pedirá o Senhor a tua alma.”

Como acabamos de ouvir, caros telespectadores, criaturas há que não avaliam o tempo precioso desse estágio terreno, período vital que poderá ser cortado a qualquer instante, momento dramático para aqueles que só viveram para o enriquecimento da matéria esquecendo-se do enriquecimento da alma eterna e imortal. Quanto desperdício, quanto tempo precioso esbanjado, criminosamente, sem um desejo honesto, sem um ato bom, sem uma atitude digna. Arrependimentos tardios não preenchem o vaso imenso de uma vida mal vivida. Vida que deveria ser uma sequência de luz, uma concatenação de bençãos, uma sucessão de graças.

Você que me ouve agora, não peça à vida apenas bens da matéria insaciável, insatisfeita, pedidos incoerentes, egoístas, desumanos.

Examinemo-los.

Você pede sucessivamente ouro e mais ouro, apesar dos milhões fossilizados que abarrotam suas arcas. Será que sua ambição nunca se satisfaz?

Você pede prosperidade de contínuo, mas ocioso como é, não se esforça para adquiri-la, reclama e espera, apenas, do trabalho exaustivo de terceiros.

Você pede louvores à sua pessoa, satisfazendo sua vaidade doentia, mas nunca julgou o mérito dessas considerações.

Você pede e reclama direitos que lhe são devidos, mas nunca se lembra dos deveres que acompanham esses direitos.

Você pede tudo para si, jamais se lembrando das necessidades de irmão menos afortunados.

Quanta loucura, quanta ambição! Que responderá ao Senhor ao ouvir essa interpelação: “Que fez você da vida?”

Caros telespectadores pelo Cristo Jesus, vigiemos os nossos desejos, lembrando-nos que a qualquer momento o Senhor poderá pedir nossa alma e nós devemos estar preparados para apresentá-la banhada de luz, coberta de graças e repleta de amor.

sábado, 11 de junho de 2011

Dinheiro e Amor

Palestra número 3 exibida em 11/2/1967 na TV Difusora

Para o nosso “Minuto” de hoje, temos a belíssima página ditada pelo espírito de Meimei e recebida pelo maravilhoso médium Francisco Cândido Xavier e que se intitula “Dinheiro e Amor”.

Dinheiro e amor – Quão diferentes em princípio e quão semelhantes, quando buscam o mesmo objetivo: o bem.

Não é só dinheiro que faz o bem, é também o amor. Mas o dinheiro quando ampara, socorre, auxilia, transforma-se numa fonte luminosa benfazeja, a serviço do Senhor.

Ouçamos a palavra de Meimei:

Dinheiro e amor

Diante do bem, não pronuncies a palavra impossível.

Certamente, sofres a dificuldade dos que herdaram a luta por preço das menores aquisições. Ainda assim, lembra-te que a virtude não reside no cofre.

Em que lugar surpreenderias frágil cobertor tecido de apólice, para agasalhar a criança largada ao colo da noite?

Entretanto se o amor te faz lume no pensamento, arrebataras à imundície a derradeira sobra da mesa, convertendo-a no caldo reconfortante para o enfermo esquecido e farás do pano pobre o abrigo providencial, em favor de quem passa, relegado à intempérie.

( ... )

Respeita a moeda capaz de fazer o caminho das boas obras mas não esperes pelo dinheiro, a fim de ajudar.

Hoje mesmo, em casa, alguém de pede entendimento e caridade e, além do reduto doméstico, legiões de pessoas aguardam-te os gestos de fraternidade e compreensão.

( ... )

Para transmitir-nos semelhante verdade, Jesus a sós, sem finança terrestre, usou as margens de um lago simples, ofertou simpatia aos que lhe buscavam a convivência, confortou os enfermos da estrada, falou do reino de Deus a alguns pescadores de vida singela e transformou o mundo inteiro, revelando-nos assim, que a caridade tem o tamanho do coração.

Como acabamos de ouvir, caros telespectadores, nem só de ouro vive o homem mas quando o dinheiro e amor se completam, se conjugam, se harmonizam, realizam-se milagres no campo do infortúnio, desespero e sofrimento.

Você, que me ouve, já experimentou transformar dinheiro em amor através de agasalhos para cobrir o corpinho de um recém nascido desamparado?

Você que me escuta já experimentou transformar dinheiro em amor, através de alimentos que matem a fome de criancinhas tristes, num lar de uma viúva necessitada?

Você que me vê nesse momento já experimentou transformar dinheiro em amor, através de um lençol para aquecer um filhinho anêmico, friorento, mal agasalhado, numa casinha onde vento e chuva entram impiedosamente?

E quantos dos que me ouvem aborrotados de moedas, tão ricos no mundo dos homens e tão pobres no mundo de Deus, já experimentaram realizar essa transformação divina – dinheiro em amor?

Experimentem e verão que mundo de paz e de íntima felicidade se tem quando se faz o bem por amor ao Bem sem olhar a quem.

E você, que nada tem de seu para dar a alguém não desespere, dê inteirinho seu coração cheio de caridade, esse amor divino, e continue trabalhando para o Cristo.

A partir de 11 de junho de 2011 serão publicadas novas postagens todo sábado.