Para a nossa palestra de hoje temos uma página de Emmanuel, recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier e que se intitula: “Que Pedes?”.
“Louco, esta noite te pedirão a tua alma”, são palavras de Jesus. Vida! Preciosa oportunidade de evolução espiritual, que nos é concedida pela misericórdia do Pai.
E é dentro dessa vida, abençoada concessão divina, que levamos de contínuo ao Senhor, pedidos nem sempre justos, nem sempre honestos, reflexos de almas que se prendem à posse efêmera das coisas mutáveis.
Realmente, que pedimos à vida, esse tesouro valioso que nos foi outorgado? Pedimos amor? Compreensão? Fraternidade? Pedimos virtudes que poderiam adornar nossa alma? Não, pelo nosso atraso espiritual, pela nossa pequena evolução íntima, pedimos, apenas, coisas materiais, transitórias, passageiras, que só a nossa deficiente visão interior pode discernir, enxergar. Absorvidos pelas coisas terrenas, rasteiras, esquecemo-nos de levantar os olhos para o Alto, paragens do eterno Bem, onde há luz em profusão, amor e harmonia infinitos, paz e doçuras sem par, riquezas imperecíveis, que poderíamos pedir para iluminar o nosso íntimo, enriquecendo-nos com laivos de amor divino, tornando nossa vida numa jóia rara para entregá-la ao Pai, quando de volta à morada do bem, à casa da Graça.
Mas ouçamos as palavras de Emmanuel:
“Que pedes à vida ?
Os ambiciosos reclamam reservas de milhões.
Os egoístas exigem todas as satisfações para si somente.
(...)
Os impacientes solicitam realizações sem bases.
Os insaciáveis pedem todos os bens, olvidando as necessidades dos outros.
Essencialmente considerando, porém, tudo isso é verdadeira loucura, tudo fantasia do coração que se atirou exclusivamente à posse efêmera das cousas mutáveis.! Vigia, pois, cuidadosamente, o plano dos teus desejos.
Que pedes à vida ?
Não esqueças de que, talvez esta noite, pedirá o Senhor a tua alma.”
Como acabamos de ouvir, caros telespectadores, criaturas há que não avaliam o tempo precioso desse estágio terreno, período vital que poderá ser cortado a qualquer instante, momento dramático para aqueles que só viveram para o enriquecimento da matéria esquecendo-se do enriquecimento da alma eterna e imortal. Quanto desperdício, quanto tempo precioso esbanjado, criminosamente, sem um desejo honesto, sem um ato bom, sem uma atitude digna. Arrependimentos tardios não preenchem o vaso imenso de uma vida mal vivida. Vida que deveria ser uma sequência de luz, uma concatenação de bençãos, uma sucessão de graças.
Você que me ouve agora, não peça à vida apenas bens da matéria insaciável, insatisfeita, pedidos incoerentes, egoístas, desumanos.
Examinemo-los.
Você pede sucessivamente ouro e mais ouro, apesar dos milhões fossilizados que abarrotam suas arcas. Será que sua ambição nunca se satisfaz?
Você pede prosperidade de contínuo, mas ocioso como é, não se esforça para adquiri-la, reclama e espera, apenas, do trabalho exaustivo de terceiros.
Você pede louvores à sua pessoa, satisfazendo sua vaidade doentia, mas nunca julgou o mérito dessas considerações.
Você pede e reclama direitos que lhe são devidos, mas nunca se lembra dos deveres que acompanham esses direitos.
Você pede tudo para si, jamais se lembrando das necessidades de irmão menos afortunados.
Quanta loucura, quanta ambição! Que responderá ao Senhor ao ouvir essa interpelação: “Que fez você da vida?”
Caros telespectadores pelo Cristo Jesus, vigiemos os nossos desejos, lembrando-nos que a qualquer momento o Senhor poderá pedir nossa alma e nós devemos estar preparados para apresentá-la banhada de luz, coberta de graças e repleta de amor.
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